sexta-feira, 16 de março de 2018

Poços de Caldas - roteiro gastronômico




Nestes 10 anos morando em Poços de Caldas pude acompanhar algumas mudanças e a chegada de boas novidades na cidade, sobretudo no que se refere a gastronomia. O post de hoje é uma sugestão de roteiro gastronômico para quem vem passear por aqui, por um dia ou mais,  e para quem vive por aqui também, por que não?

Começaremos o roteiro pelo Mercado Municipal, que ao longo destes 115 anos participa ativamente da história da cidade. Um excelente lugar para provar e comprar queijos e doces da região, especiarias, farinhas e cachaças; além de frutas, verduras, carnes, cereais, etc. Artefatos em palha e tear também chamam a atenção do visitante. 

Depois de uma volta pelos corredores, é hora de conhecer o piso superior, quase um mezanino na lateral  do prédio que dá para a Rua Pernambuco - entrada principal do Mercado. Ao subir as escadas, é possível ter  uma vista  do mercado como um todo. Neste piso, o visitante vai encontrar duas lojas muito interessantes não só pela arquitetura rústica e elegante, como pelos produtos que oferecem.


A primeira parada é na Oli Soft - uma loja de produtos a base de azeite. Don Giovanni e o Boriello,  azeites de excelente qualidade produzidos na região, além de outros. O forte da Oil Soft é o sabão artesanal que tem feito muito sucesso por sua propriedade hidratante. A fórmula desenvolvida pelo proprietário, o engenheiro agrônomo especializado em Olivicultura, Gabriel Bertozzi, foi baseada nas receitas tradicionais dos povos do mediterrâneo. Mais do que um cosmético natural à base de azeite, o sabão artesanal é uma verdadeira obra de arte. Se o Gabriel estiver lá, o visitante vai receber uma aula sobre o assunto.

                                  Azeite Don Giovanni - 500ml - comprar online  Azeite Borriello - 250ml







Seguindo pelo mesmo corredor encontramos a Panedota, padaria artesanal que trabalha com fermentação natural da carismática Fábia Batel, uma advogada que resolveu trocar o tailleur pelo avental, o escritório pela cozinha e descobriu sua paixão. A Panedota oferece pães de vários sabores - com castanhas, frutas, azeitonas, integral... - além de geleias caseiras. Minha sugestão é ficar um tempo por aqui, tomar um café e observar a Fábia tirar o pão quentinho do forno. É irresistível!






Neste momento do passeio minha sugestão é conhecer uma casa centenária, antiga adega, que conserva os tonéis e maquinário da época em que produzia vinhos, o galinheiro, um jardim exuberante e o canteiro de ervas. Atualmente a antiga Chácara Vitti se converteu num restaurante que oferece pratos da cozinha brasileira, italiana e contemporânea, utilizando ingredientes produzidos na região. O Ollivia Gastronomia, sob o comando dos sócios Luciano Mussolin e o Chef Henrique Benedetti é um lugar para relaxar, provar vinhos da região, cervejas artesanais e apreciar uma culinária de excelência. 











Poços de Caldas está situada numa das regiões de produção de café de altíssima qualidade do estado de Minas Gerais e porque não dizer, do país. Nestes últimos anos surgiram cafeterias com a proposta de oferecer cafés especiais - vale lembrar que a denominação especial é atribuída a cafés com classificação acima de 80 pontos. Continuando este roteiro, é hora de tomar café! Tenho duas sugestões de cafeterias: o Âncora Coffee House e o mais tradicional da cidade, o Sá Rosa.

O Âncora Coffee House, localizado no centro da cidade, oferece cafés especiais e com preparo diferenciado, isto é, você escolhe o tipo de café e como ele será servido. Prepare-se para ter uma aula sobre o tema e vivenciar um experimento interessante, afinal, o mesmo café preparado de forma diferente torna-se outra bebida. Comidinhas gostosas para acompanhar o cafezinho é o que não faltam. São dois endereços, um deles, a loja 2, tem uma proposta um pouco diferenciada de atendimento e o espaço permite atrações culturais como música e exposição de arte. 






O Sá Rosa, uma cafeteria tradicional na cidade, oferece ao cliente cafés garimpados das regiões de melhor produção de café do pais: Sul de Minas, Alta Mogiana e Bahia. Os grãos são torrados na própria cafeteria, que serve um café fresco espresso ou coado na Hario, assim como outros drinks a base de café. Os bolos são fantasticamente deliciosos por aqui e o tradicional pão de queijo está sempre presente também. Para o visitante que vem passar o dia na cidade e chega bem cedo, o café da manhã no Sá Rosa é um verdadeiro banquete. 






As duas cafeterias têm produtos à venda, caso seja do interesse levar para casa um bom café!

E para completar, vale uma visita aos parques da cidade, um banho de águas termais, ver a vista da cidade a partir da Serra São Domingos, Cristo Redentor,  e conhecer a fábrica de Cristais Cá d'Oro, que também é uma marca registrada da cidade.


GUIA:

Oil Soft
Mercado Municipal, Piso superior, Box 10- Rua Pernambuco, s/n - Poços de Caldas
(35) 99161-3337
contatoolisoft@gmail.com

Panedota 
Mercado Municipal, Piso Superior, Rua Pernambuco S/N - Poços de Caldas
 (35) 99811-0665

Ollivia Gastronomia
Avenida João Pinheiro, 1135, Poços de Caldas
(35) 3712-8077
Aberto para jantar de quarta a sábado e almoço sábados e domingos.

Ancora Coffee House
Rua Rio Grande do sul 1102, Poços de Caldas
(35) 3715-9951
Loja 2 - Rua Junqueiras , 105 

Sá Rosa Café
Rua Prefeito Chagas, 81, Poços de Caldas
contato@sarosacafé.com.br
(35) 3721-6577
Aberto de segunda a domingo

DICA:

Para saber mais sobre a história da cidade e algumas curiosidades do local, visite o site Memória de Poços 


Desfrute de um dia de comilança pelo Sul de Minas!
Com carinho, 

Angela Caruso

quarta-feira, 7 de março de 2018

Fazer pão é tudo de bom




Quem acompanha este blog sabe muito bem o meu fascínio por reunir pessoas interessantes. Desta vez  a reunião aconteceu entorno da bancada da cozinha numa oficina de pães com fermentação natural com Vivi Lavratti. E, vamos combinar que pão ter um certo poder de agregar as pessoas, não?

Aprendi a fazer pão com Vivi ano passado lá no Café das Coisinhas,(veja aqui) em São Paulo. Os contatos continuaram pós oficina o que resultou numa amizade muito querida. Foi com ela que também aprendi a fazer panetones e aguardo em breve aprender os segredos da colomba pascal. Convite feito, convite aceito e Vivi colocou todos os apetrechos no carro rumo a Poços de Caldas fazer pão.

As alunas desta vez, muito conhecedoras da arte de sovar, propiciaram uma tarde de muitas trocas de conhecimento em torno do pão.



Ao final, cada uma levou sua massa -em fase de primeira fermentação- para ser assar em casa. Além da apostila com as receitas e uma porção de fermento natural.

Um pão foi assado durante a oficina  para acompanhar um café especial moído na hora e preparado na Hario V60. Uma festa para os sentidos!



Sobre o preparo do pão com fermentação natural:

- é preciso ter paciência , pois a preparação requer tempo de fermentação que pode durar um dia inteiro. O que significa que provavelmente você irá assar e comer o pão no dia seguinte.

- caso não tenha o fermento natural, é possível prepará-lo em casa, isso levará aproximadamente uma semana. Adriano Ribeiro do Amo Pão Caseiro nos ensina como fazer, veja aqui .

- é necessário que o fermento seja refrescado antes de iniciar a receita do pão, e para tanto, vai precisar de algumas horas, pois ele precisa de um tempo de crescimento antes de ser usado.

- uma balança digital será sua aliada nesta empreitada. Não é um item caro e faz a diferença na cozinha.

Como refrescar o fermento:

- pese o fermento e acrescente a mesma quantidade de água filtrada, misture bem com um garfo e acrescente a mesma quantidade de farinha de trigo branca. tampe com um papel toalha e deixe-o descansando em lugar sem corrente de ar. Observe que algum tempo depois soltarão pequenas bolhas até dobrar de tamanho e ficar assim:




Apesar de termos feito outra receita de pão e com supervisão da professora, peguei emprestada  uma receita básica extraída do site Amo Pão Caseiro que para quem nunca fez pão, dá para entender bem o processo.

Pão branco com fermentação natural

Rendimento: 1 pão grande
Tempo de manuseio: 50 minutos
Tempo total de preparo: 18 horas
Ingredientes

500 g de farinha de trigo
300 ml de água morna
10 g de sal
150 g de fermento natural de farinha branca. O fermento deve estar “refrescado” e não pode ser usado direto da geladeira. 

Preparo
  1. Misture bem a farinha e a água morna em uma tigela.
  2. Deixe descansar por 10 minutos (ou até 30 minutos se você puder esperar).
  3. Acrescente o sal e misture na massa, logo depois adicione o fermento natural refrescado (evite deixá-lo em contato direto com o sal).
  4. Misture tudo com uma colher de pau e depois com a mão até formar uma massa uniforme. Tente aproveitar toda farinha que ficar grudada nas laterais.
  5. Sove a massa na própria tigela ou em uma bancada levemente enfarinhada. 
  6. Cubra com um pano levemente umedecido e deixe crescer por cerca de 1 hora até dobrar de tamanho (se estiver calor é mais rápido).
  7. Despeje a massa em uma bancada, pressione-a para liberar todo ar que se formou internamente.
  8. Modele o pão.
  9. Prepare uma cesta para crescimento da massa: use um bowl ou cubra um escorredor de macarrão oval (ou um cesto de vime) com um pano de linho ou pano de prato. Polvilhe bastante farinha sobre a superfície da cesta de crescimento.
  10. Coloque a massa com a emenda virada para cima na cesta de crescimento
  11. Deixe descansar por uma ou duas horas. Cubra com um pano ou dentro de um plástico e continue o processo de fermentação dentro da geladeira por mais 6 ou 8 horas. Recomendo preparar a massa de noite e deixar na geladeira até a manhã seguinte.
  12. Cerca de 20 ou 30 minutos antes de assar, coloque outra assadeira na parte de baixo do forno e preaqueça-o em 250ºC.
  13. Tire a massa da geladeira e vire-a na assadeira previamente polvilhada com farinha.
  14. Faça duas incisões longitudinais na massa formando um “X”, com cerca de 1 cm de profundidade (utilize um estilete ou uma lâmina de barbear).
  15. Despeje 50 ml de água na assadeira de baixo pré-aquecida e coloque a assadeira com a massa no forno. Diminua a temperatura para 210ºC.
  16. Espere assar por 30 a 40 minutos até dourar bem. Não deixe muito mais tempo do que isso.
  17. Caso o pão já esteja assado por dentro, mas a casca ainda não, coloque na função gratinar por 5 minutos.
  18. Para saber se o pão está assado, retire-o do forno e bata no fundo. Deve soar oco como bater na madeira. Você pode voltá-lo para o forno caso não esteja assado.
  19. Quando estiver assado, retire do forno e coloque em uma grade por 10 minutos.

Ter participado da oficina presencial com a Vivi fez muita diferença, pois aprender fazendo e tendo as as dúvidas sanadas na hora e recebendo as dicas, foi essencial. Sem contar, é claro, no encontro com outras pessoas.


                                      Um 'truquezinho' para sovar o pão



Minha sugestão: quer fazer uma comemoração de aniversário, chá de fraldas, dia da amiga,dia da familia.... diferente ? Chame a Vivi e programe uma oficina destas. O sucesso já está garantido!



GUIA:

Vivi Lavratti Food Coach -  www.vivifoodcoach.com
Amo Pão Caseiro - www.amopaocaseiro.com.br
Café Cafetina - www.cafetinacafe.com/


Com carinho,
Angela Caruso


sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Broinhas de fubá para o lanche



Como sempre, vou buscando aqui e ali novas receitinhas fáceis, saborosas e nutritivas. Desta vez, ela sai do encarte Caseirices - que fazia parte da Revista Casa e Comida ( uma pena não editarem mais) e agora, algumas paginas que voltam a agregar a Revista Casa e Jardim.
A receita é assinada por Heloisa Bacellar do restaurante Lá Da Venda - uma mercearia com produtos especiais que você pode levar para casa e espaço para provar as comidinhas do lugar.

Você vai precisar de:

35 g de fubá
90 g de farinha de trigo
1/2 xícara (chá) de leite
1/2 xícara (chá) de água
1/3 xícara (chá) de açúcar
75 g de manteiga gelada em cubinhos
1 pitada de sal
3 ovos

Preparo:

1. Misture o fubá e a farinha e reserve
2. Em uma panela, misture o leite, a água, o açúcar, o sal e a manteiga. Leve ao fogo e quando a mistura ferver, junte o fubá e farinha e mexa até formar uma bola lisa.
3. Passe a massa para a tigela da batedeira, aguarde amornar por uns 10 minutos.
4. Aqueça o forno e unte as formas apenas com manteiga.
5. Na batedeira, vá juntando os ovos um a um, aguardando que cada um esteja incorporando à massa, antes de colocar o próximo.
6. Transfira a massa para um saco de confeitar e pingue os montinhos da massa na assadeira.
7. Asse em forno com temperatura de 200 graus até ficar douradinhas.

Sirva com geleia, queijo ou sem nada. É deliciosa!
Vai muito bem com um cafezinho.


DICA:
- Caso não tenha o saco de confeitar, faça montinhos com uma colher.

Desfrute!

Angela Caruso

domingo, 21 de janeiro de 2018

Arancini - Bolinho de risoto



Como já disse em outras postagens, adoro preparar risoto com todo seu ritual, desde o caldo até a montagem dos pratos. Tenho as medidas certas para que não haja sobras quando faço para duas ou três pessoas. No entanto, quando o grupo é maior, em geral, acaba sobrando um pouco para o dia seguinte, mas como risoto é aquele prato que não espera para depois, isto é, deve ser servido na hora, no dia seguinte não será a mesma coisa. Mas, os sábios italianos da região da Sicília, já no século X , inventaram uma receita para continuar saboreando o tradicional e consagrado risoto sem desperdícios: o arancini conhecido por aqui como bolinho de risoto. 

Como sempre, tudo muito simples e saboroso:

- acrescente ao arroz os temperinhos verdes bem picados, um ovo batido e acerte o sal. Acrescente aos poucos a de farinha de trigo apenas para que a massa fique num ponto para se fazer as bolinhas
recheando-as  com um pedaço de mozzarela.

Para não fritar, arrumei os bolinhos na forma de muffins levemente untadas e levei ao forno para assar.

Um aperitivo que faz a diferença.
Que tal?
Agora, me fala, só de olhar, não deu água na boca?

                              


DICAS: 
- Você pode empaná-los e fritar em óleo bem quente.
-  Caso não tenha sobras de risoto, prepare uma receita básica, deixe-o ao dente para fazer os bolinhos

Bon apetit!

Angela Caruso

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Biscoitos de Maple


Época de Natal nos faz tirar do baú todas as tradições de família, especialmente aquelas que registradas nos cadernos de receitas da avó, da mãe , das tias... 
Digo que em nossa casa, só é Natal quando, a mamma faz a distribuição -das tão esperadas - bolachinhas, de variadas receitas, que ela nos prepara com muito esmero e empacota individualmente para nos presentear.
Presentear com doces é um sinal de apreço ou afeto, segundo William Sitwell, autor do livro A História da Culinária em 100 receitas. Gosto muito disso: dar e receber doces.
Experimentei uma nova receita de biscoitos (ou seriam bolachinhas?) que combinam muito bem com a época natalina. Fez um sucesso por aqui e é uma alternativa para os presentinhos de Natal.

Biscoitos de Maple

Você irá precisar de:

150 g de manteiga 
1 1/4 xícaras ( de chá) de açúcar 
2 ovos
1/4 xícara de Maple*
3 colheres de chá de extrato de baunilha (observe que há diferença entre extrato e essência) 
3 xícaras (de chá) farinha de trigo
3/4 colher (de chá) de fermento em pó
1/2 colher (de chá) de bicarbonato de sódio 
1/2 colher (de chá) de sal

* Maple = xarope extraído da seiva bruta de árvores do gênero Acer - também conhecido como xarope de bordo ou maple syrup. É um melado tipico canadense usado, entre outros, nas panquecas. 

Preparo:

1. Na batedeira, bata a manteiga e o açúcar até que formem um creme. Sem parar de bater, junte os ovos, um de cada vez e em seguida , adicione a baunilha. Fora da batedeira, acrescente gradualmente os ingredientes secos misturando tudo. Cubra e leve à geladeira por pelo menos 8 horas ou até estar em condições de ser manuseada.
2. Em uma superfície levemente enfarinhada, corte um pedaço da massa e abra com as mãos (será difícil para abrir com rolo , pois ela gruda na bancada), vá dando tapinhas até ter o tamanho para cortá-las com cortadores de biscoitos. Distribua os biscoitos numa assadeira- não precisa ser untada, mas preferi colocar com papel manteiga - deixando uma pequena distância entre eles.
3. Asse em forno (pre-aquecido), a 180º C, até dourarem. Deixe-os esfriar numa grade antes de guardá-los em potes ou embalá-los.








Uma receita rende muitos biscoitos!
Vai muito bem com café, chá e até vinho do Porto.
Você pode decorar os biscoitos com fios de chocolate derretido ou apenas passar no açúcar de confeiteiro. Eu gosto assim!

GUIA:

- Esta receita é baseada no blog Saboreando a Vida
Livro: A História da Culinária em 100 receitas. William Sitwell - Publifolha - 2013


Desfrute!
Angela Caruso

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Panetone Italiano Artesanal


Independente da decoração, percebo que o Natal está chegando quando entro num hortifrúti e sinto o perfume dos pêssegos e nectarinas, e quando vejo aquelas paredes de panetones formadas na entrada dos supermercados. Na verdade, nunca fui muito fã de panetone, mas meu marido é um 'aficcionado' por esse pão doce italiano. Então, para presenteá-lo, resolvi investir num curso de panetone usando fermentação natural. Investir aqui tem um sentido muito amplo. Envolve a compra do curso, de materiais, ingredientes e utensílios, bem como na organização do tempo, pois são dois dias de preparo, desde o fermento até o forneamento. Mas, vale muito a pena.

Este post não tem o propósito de ensinar a fazer panetone, mesmo porque não me sinto apta para tanto,  mas de mostrar que 'comidinhas' feitas em casa tem sabor muito melhor, pois além dos ingredientes naturais, tem  uma dose de carinho em cada grama de ingredientes pesado e durante todo o preparo. Lembram do filme mexicano Como Água Para Chocolate?  Mais ou menos isso!

O Panetone, tão consumido na época do Natal, nasceu em Milão, na Itália. Sobre sua origem, conta-se algumas lendas. A que mais gostei é a história que se passa durante o reinado de  Ludovico Sforzade. Um padeiro cujo nome era Toni, na intensão de impressionar o pai de sua amada , que também era seu patrão, inventou um pão doce que ficou conhecido por Pan di Toni - que virou panatton em milanês e panettone em italiano.

Minha primeira experiência em preparar a iguaria foi uma verdadeira saga. Foram vários os obstáculos a serem vencidos. A receita não é complicada, nada disso. Tudo uma questão de planejamento, que inclui organização de tempo , espaço e ingredientes. 
Para inicio de conversa, não encontrei todos os ingredientes na cidade onde moro, precisando buscá-los em São Paulo. Depois, fiz um planejamento inicial que precisou ser alterado imediatamente, porque eu não prestei atenção à aula e nem li direito a apostila quanto ao preparo do fermento - eu achava que já sabia tudo o que tinha que ser feito com o fermento, afinal já sei fazer pão desde maio quando participei do curso de fermentação natural - ledo engano! Quando o assunto é panetone, o fermento recebe um tratamento especial ao longo de um dia, antes de ser misturado aos ingredientes  para a primeira fermentação. E ainda, ficamos sem energia elétrica na hora de ligar a batedeira para a segunda fase do preparo.  No entanto, vencido os obstáculos, finalizar foi como ganhar um OSCAR.        
O resultado foi um panetone deliciosamente macio e naturalmente perfumado -sem adição de conservantes e/ou essências industrializadas com aroma de panetone-   aprovado por todos, em especial pelo marido e pela Mamma, tão crítica quando o assunto é culinária. 









Panetone embalado e batizado

Convido a todos para aprender, ou aperfeiçoar suas habilidades com o 'Pan di Toni ',  acessando o curso produzido pelo Amo Pão Caseiro, com a tutoria de Vivi Lavratti e Adriano Ribeiro. O curso é on line, e você pode assistir quantas vezes tiver necessidade. Os vídeos estão bem produzidos e os tutores muito didáticos, não tem erro!  Mas, se houver qualquer necessidade, a tutoria é muito atenciosa, resolvendo os problemas e dificuldades dos alunos quase just in time. E mais, para aqueles cujo interesse é em comercializar , eles ainda fornecem todas as instruções de como fazer as vendas.


Vivi Lavratti e Adriano Ribeiro

Esta é a época de trocamos presentes e por que não fazê-lo com guloseimas preparadas em nossas próprias cozinhas? Certamente é um presente de valor imensurável. Pode não durar o ano inteiro, mas estarão vivos nas memórias afetivo-gustativas para sempre.

Ao menos, coloque esse novo desafio em sua vida para 2018!
Pense nisso!

Fiquei tão feliz com o resultado do meu panetone, que depois dessa maratona, acho que seriei capaz de fazer qualquer coisa que me apareça, desde que eu queira fazer. Mesmo sem precisar, certamente aumentou alguns pontos na minha auto estima (rsrs)



GUIA:
- Amo Pão Caseiro - http://amopaocaseiro.com.br/
- Filme: Como Água para Chocolate
   México- abril de 1992 
   Direção: Alfonso Arau
   Premio Ariel de Melhor Diretor

Boas fornadas!
Angela Caruso