quarta-feira, 30 de abril de 2014

Comemorando o primeiro mês!

Em um mês atingimos 1.312 acessos!
Um bom resultado só prá começar, não é?
Para comemorar a data resolvi testar a receita nova de um bolo sem leite, sem açúcar e sem farinha, que recebi da página da Vovó Lupo 

Bolo Saudável
Ingredientes:

3 ovos

5 bananas nanicas bem maduras
2 xícaras de aveia
1 copo de damasco picado
1/2 copo de nozes picadas
1/2 copo de uva passa
1/2 copo de ameixa preta picada
1 colher de sopa de fermento em pó




Preparo:

Bater no liquidificador os ovos com as bananas.

Passar para um refratário e misturar os outros ingredientes
Colocar em forma untada e assar em forno médio até dourar.     

Por minha conta, resolvi acrescentar 2 colheres de sopa de mel. Troquei as ameixas pretas por tâmaras (era o que eu tinha na despensa) e ainda coloquei uma calda de chocolate por cima, para dar um ar festivo. 



                                  

Uma amiga ligou dizendo: " Vou passar por aí para tomar um café com você!"
Véspera de feriado, bom papo e companhia para o café... Como se diz por aqui: "tudi bom!"

Arrumei a mesa no jardim, coloquei pão de queijo no forno e liguei a cafeteira.
Pronto: já temos uma festa!



                                 

Dicas:

Descobri que ter pão de queijo no congelador para visitas de última hora é uma boa 'sacada'. Ninguém resiste um cafezinho com pão de queijo fresquinho, sobretudo em Minas Gerais.  O que eu servi hoje é do Chalé do Queijo - Paraguaçú- MG.

Ok, Ok! Não precisa ir tão longe! É possível encontrar boas marcas nos supermercados. Sugiro o Forno de Minas.
Com carinho,

Angela Caruso


segunda-feira, 28 de abril de 2014

Criando eventos, marcando encontros.

As críticas sobre o uso excessivo das tecnologias da informação e da comunicação -celulares, internet, redes sociais, whatsapp , MSN... não é novidade: as pessoas não conversam mais umas com as outras no mundo real, mal se olham, não se encontram. Vivem num mundo à parte. Sim, é verdade. O mundo que cada um criou para si, um mundo melhor : "mais amigos", "mais alegrias", "menos violência". O mundo do Avatar, do Matrix, dos sonhos. 
E mais uma vez imitamos o cinema que imita a vida. A necessidade pelo mundo virtual brota dos limites aparentemente impostos pelo mundo real. Sim, aparentemente, pois estes dois mundos resultam da criação humana, logo, os limites são colocados por nós mesmos.

No entanto, tenho observado que há um movimento contrário acontecendo em várias partes do mundo e com força e êxito. Não é contrário ao uso das tecnologias, mas um movimento a favor do "encontro real" -no aqui e no agora, olho no olho, mão na mão, ao vivo e em cores. Já ouviram falar dos restaurantes "slow food"? Isso mesmo! Sem pressa para saborear os alimentos. E aqueles que indicam: "no wi-fi", sugerindo que os clientes conversem entre si? 

E o movimento chamado "simplicidade voluntária, por uma vida menos complicada", propondo se viver com "menos coisas", "mais tempo", "mais liberdade" e "mais vida"? Já ouviu falar?
Tem ainda o resgate do Sarau -pessoas reunidas em casa ou salas de museu para ouvir música, poesia, falar de arte. Resgate do estar junto com amigos, família em lugares aconchegantes alimentando-se de conhecimento.

Há dois anos, numa mesa de restaurante, fiz uma proposta a um amigo: "vamos criar alguns eventos para 'agitar' esta casa?" E ele deu-me carta branca. Nasceu, assim, o Café & Brioche com Sabor de Saber, um café da tarde servido em mesas coletivas, a fim de proporcionar o encontro entre as pessoas, acompanhado de uma palestra sobre temas variados: filosofia, criatividade, arte, história, viagens, psicologia...

Mario Seguso - Fundador da Cristais Cad'Oro.
Falou sobre seu livro "Admiráveis Italianos de Poços de Caldas"
Lurdinha Camilo, Editora do Jornal Brand News.
Apresentou-nos o tema "A arte de conhecer o mundo - viagens interessantes"

Voltando ao uso da tecnologia, defendo a ideia de que  todos esses movimentos surgem, se proliferam e se mantém graças ao uso dessa tal tecnologia. Lembram-se da propaganda que mostrava uma baleia encalhada na praia e por meio de uma foto enviada por torpedo as pessoas se reuniram para salvá-la? Pois é, é isso mesmo. Estes instrumentos podem nos ajudar a criar os "encontros reais" e depois contar para o mundo como foi a experiência. 


São várias as cidades que oferecem eventos, especialmente nos finais de semana, que promovem 'encontros' de grupos diversos para atividades diversas: bicicleta, caminhada, corridas, gastronomia, arte...

Sábado, 29 de março, pulo da cama  às sete da manhã. Compromisso? Yoga no Parque com a amiga e instrutora Ana Paula Siqueira -Estudio YogaAnanda. Conhecer outras pessoas, praticar exercícios físicos e depois piquenique e bom papo! 




Ana Paula Siqueira - Yoga no Parque, aos sábados, uma vez por mês

Como sugere Roman Krznaric em seu livro "Sobre a Arte de Viver - Lições da história para uma vida melhor", crie seus eventos,  momentos de encontro. Então, que tal um novo hábito: deixarmos os celulares de lado na hora de comer e encontrar os amigos, usá-los apenas para registrar o encontro ou agendar um próximo? Vale a pena relembrar: as máquinas foram criadas para nos servir e não o contrário, certo?

Guia:


Filmes: Avatar - Direção: James Cameron - 2011;  
           Matrix - Direção :Andy Wachowski e Lana Wachowski - 1999  
           A origem - Direção: Christopher Nolan - 2010

Movimento Simplicidade Voluntária, sugiro a leitura da entrevista com Vicki Robin para a Revista Época em : http://cacadoresdebonsexemplos.com.br/blog/movimento-simplicidade-voluntaria/

Sarau em casa
- https://www.facebook.com/sarauemcasa


Café & Brioche com sabor de Saber - Restaurante Olivia Sabores e Eventos - Avenida João Pinheiro, 1135,  Poços de Caldas 

Estúdio YogaAnanda - http://www.estudioyogaananda.com.br/



Nos vemos por aí, ok?

Com carinho, 

Angela Caruso


quinta-feira, 24 de abril de 2014

Experiências culinárias longe de casa – França.


Atualmente, os jovens brasileiros estão descobrindo o mundo  como estudantes no exterior, graças aos vários programas de intercâmbio oferecidos no Brasil.
Neste post, nossa convidada é Tereza Junqueira, estudante de Marketing  da ESPM - São Paulo, SP, que há quase um ano está na França.

“Minha vinda para a França aconteceu graças ao programa de bolsa de estudos dada pelo governo brasileiro chamado “Ciências Sem Fronteiras”. Foram 6 meses de processo seletivo no Brasil até que em junho de 2013 recebi uma carta informando que tinha sido selecionada para estudar comunicação na Universidade de Avignon, de setembro de 2013 até junho de 2014. 


Para começar, eu teria que fazer um curso de francês na cidade de Perpignan, no sul da França, antes de iniciar os estudos em Avignon. Assim,  eu deveria estar em Perpignan até o dia 1o. de julho. Foi nessa hora que a ficha caiu!

Estava a caminho de outro país, sozinha, e tinha menos de um mês para me despedir de todo mundo: família, amigos e namorado. Acho que nenhuma dificuldade que eu tenha passado na França (e foram várias!) tenha sido pior que o momento da despedida no aeroporto e depois sentar-me solitária na sala de embarque esperando um voo para “um mundo” totalmente desconhecido.

Os dois meses que passei em Perpignan foram as melhores férias de verão da minha vida.  As aulas aconteciam no período da manhã; à tarde ficávamos (eu e os outros estrangeiros – entre eles alguns brasileiros) por conta dos passeios organizados pela universidade: praia ou para lugares turísticos nos Pirineus, a cordilheira  localizada entre a França e a Espanha, ou ainda visita às cidades da Catalunha como Figueiras e Barcelona. O melhor: tudo de graça!

Em relação à alimentação, era tudo perfeito! Muita ‘coisa’ diferente encontrada nos supermercados e padarias: potes de 840g de Nutella por apenas três euros e barras ‘super’ baratas de chocolate Lindt e Milka de sabores que nunca tinha visto no Brasil. E por mais que brincamos sobre franceses andando na rua com as baguette –que os franceses carregam debaixo do braço pelas ruas- são incrivelmente boas, sem falar nos croissants, pains au chocolat, crepes e todos os outros doces que eles sabem tão bem fazer. 
Era realmente tudo muito gostoso, porém, infelizmente, não podemos viver sempre de praia e porcarias, né?

Chegando em Avignon começaram as aulas e as coisas foram ficando mais complicadas. Cursar dez matérias em outra língua não é muito fácil. Várias vezes eu não tinha a mínima ideia do que o professor estava falando. Mas com o tempo fui pegando um pouco o jeito das aulas , conhecendo melhor a cidade -que diga-se de passagem é linda- e repensando minha alimentação.

Antes desse intercâmbio, não estava acostumada a preparar meu próprio almoço e jantar diariamente. No começo eu me virava basicamente com o restaurante universitário e fast foods, o que já era melhor do que os pães, croissants e Nutella. Mas logo fui ficando enjoada de comer sempre as mesmas coisas –no restaurante universitário a comida nunca estava temperada e tudo tinha sempre o mesmo gosto.

Surgiu, então, a necessidade de realmente começar cozinhar. Mas, se assistir aulas em uma língua estrangeira é complicado, imagine ir ao supermercado sem saber o nome das frutas, vegetais, etc. Inicialmente, eu anotava o nome de tudo e buscava a tradução quando chegava em casa para descobrir o que eram e como poderia prepará-los. Um dia, comprei um vegetal chamado “radis”, quando cheguei em casa descobri que tinha acabado de comprar nabo! Descobri também, que eu nunca soube no Brasil como era um nabo!

Quando comecei a cozinhar, tentava fazer coisas bem simples, mas com o tempo comecei a experimentar coisas novas, principalmente receitas e ingredientes tradicionais da culinária Provençal e Mediterrânea. Comecei até a ler sobre vinhos e harmonização com diferentes pratos já que a bebida é uma parte tão importante da cultura francesa.

Atualmente acho que eu posso dizer que me viro relativamente bem na cozinha: sei fazer coisas simples como um arroz e strogonoff que antes não sabia. O que mais gosto, porém, são massas. Elas são fáceis de fazer e nos dão uma possibilidade imensa de sabores diferentes, dependendo de cada molho. Gosto de pesquisar e testar receitas diferentes .

Para enviar uma receita para o blog pensei em várias receitas exóticas de molhos como, por exemplo, um de beterraba com queijo de cabra e nozes. Mas por fim decidi fazer uma receita com os principais ingredientes que fazem parte da gastronomia do sul da França: o queijo, as azeitonas, o tomate e, é claro, o vinho!

A receita é um talharim cozido no vinho tinto com molho de tomates, azeitonas e queijo tipo feta”.

Talharim no Vinho Tinto


Ingredientes:




500g de tralharim
500ml de vinho tinto
250g de tomates cereja
6 tomates (picados sem pele e sem semente)
100g de azeitonas pretas
150g de queijo feta
4 colheres de azeite de oliva
2 dentes de alho
manjericão
pimenta e sal a gosto






Preparo:

- Massa
Para o cozimento do talharim, faça-o conforme as instruções da embalagem, porém retire-o do fogo uns 2 minutos antes do recomendado, escorra uma parte da água e termine o cozimento adicionando 300 ml de vinho.

- Molho
Em uma frigideira coloque um dente de alho picado e duas colheres de azeite. Quando o alho começar a dourar, adicione os tomates cerejas partidos ao meio junto com o manjericão e frite os tomates por mais ou menos 2 minutos. Retire-os da frigideira e reserve.
Em outra panela, adicione novamente alho e azeite e quando o alho começar a dourar, adicione os 6 tomates e o restante do vinho. Tampe a panela e deixe cozinhar até que os tomates comecem a dissolver. Adicione, então, o manjericão, o sal e a pimenta a gosto. Em seguida adicione as azeitonas pretas e o tomate cereja e cozinhe por mais 1 minuto.

"Agora é só servir sobre a massa, adicionar por cima o queijo feta e bom apetite!", encerra Tereza.





Lindo prato, Tereza!
Certamente deve estar apetitoso. 
Obrigada pela contribuição!

Vamos testar sua receita e comentar, ok?

Com carinho, 

Angela Caruso

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Costura entre amigas


No ano passado fiz parte da campanha que estimulava o consumo de presentes artesanais - aqueles feitos à mão. Há alguns anos tenho confeccionado as lembrancinhas de Natal com as quais presenteio as mulheres da família. Minha mãe, tradicionalmente nos presenteia com bolachinhas que ela mesma prepara. Na Páscoa, ganhamos os chocolates feitos por minha irmã. E assim vamos, afinal são presentes com um carinho a mais.


Aqui em Poços de Caldas, um grupo de amigas  loucas por "paninhos", agulhas e linhas, há anos vem se reunindo todo sábado para "tomar café" com a "desculpa de vamos costurar". Cada uma delas tem uma profissão e escolheram a costura como hobby. Posso garantir que esses encontros, além de muita conversa e rizadas, resultam em  trabalhos lindíssimos. 

Neste próximo sábado, o grupo, conhecido como:  "Costura entre Amigas" resolveu abrir a casa e mostrar o que bem sabem fazer. Na ocasião, vamos nos encontrar, conversar, trocar ideias, apreciar os trabalhos , tomar café e... fazer compras para o Dia das Mães! Que tal??






AGENDA

Sábado, 26 de abril 
A partir das 14:00
Local: Rua Paschoal Risola, 363 , Bortolan. Poços de Caldas -MG 


Nos encontraremos lá!
Com carinho,

Angela Caruso



segunda-feira, 21 de abril de 2014

Sutilezas no jardim

Além das plantas, que tal um toque bem pessoal no jardim?
Outro dia uma amiguinha querida chamou minha atenção para um detalhe no meu jardim que eu não havia me dado conta: " Você decora lugares que poucos veem, mas você vê!"
É verdade! Eu e meu marido vemos, e gostamos!
Nosso jardim tem pratos, mandalas, santo, gaiola... pendurados no muro, e comedouros para passarinhos nas árvores. Não temos animais em casa, a não ser os passarinhos que nos visitam diariamente a quem servimos alpiste em agradecimento. Vários deles acabam ficando e formando seus ninhos por aqui o que nos causa uma boa sensação de que nosso jardim é um lugar 'iluminado'.
Adoro esses penduricalhos que trazemos de nossas viagens.
Apenas sutilezas no nosso jardim.


O comedouro veio de Porto Belo, SC -Mar Doce Lar, aquela lojinha que fica ao lado do Café do Lado, que já comentei aqui. As mandalas e a luminária são do Atelier Darly Pellegrini em Campinas, SP. Conheci o trabalho desta artista numa feira de artesanato em Sousas. Na época não comprei nenhuma de suas peças, mas fiquei encantada com seu trabalho. Anos mais tarde, já casada e morando em Poços de Caldas, resolvi procurá-la. Resumindo, nos tornamos amigas!

Graduada na França e com  mestrado em artes Visuais na Unicamp, Darly desenvolve um trabalho cerâmico em altas temperaturas,o que propicia maior resistência às peças produzidas.
O atelier e loja no distrito de Sousas, em Campinas, é um lugar cheio de boas energias e favorece a inspiração e a criatividade.
Além de oferecer cursos e workshops, Darly  recebe encomendas para peças especiais de decoração.

Quer uma sugestão para o final de semana? Se você mora pelos arredores de Campinas, siga até Sousas. Há bons restaurantes nesta região. Particularmente gostamos do Ca' Di Mattone; depois, vá lá conhecer o trabalho da Darly e tomar um cafezinho com ela .
Ah! Mande meu abraço, ok?





Guia  

Mar Doce Lar - Porto Belo e Bombinhas ,SC
Atelier Darly Pellegrini - Sousas - Campinas, SP - Mande um email para darlypellegrini@gmail.com
e curta a pagina darlyceramica para receber a programação.



Sem se importar com o tamanho do seu jardim, deposite sutilezas nele.
Com carinho, 

Angela Caruso




quinta-feira, 17 de abril de 2014

É tempo de Páscoa!

Hoje pela manhã, enquanto esperava o horário para minha aula de yoga no Estudio Yoga Ananda  li um texto afixado no painel, muito interessante, sobre Páscoa: "Pipoca na Páscoa: revisitando a história da Lagarta" (professores do Jardim Colibri)
Os autores fazem uma comparação muito feliz das nossas vidas com o milho de pipoca. Diz ele:

"A transformação do milho duro em pipoca macia é um símbolo de grande transformação pela qual devem passar os homens para que venham a ser o que devem ser. O milho de pipoca não é o que deve ser. Ele deve ser aquilo que acontece depois do estouro. Milhos de pipoca: duros, quebra-dentes, impróprios para comer, difíceis de conviver...

Mas a transformação só acontece pelo poder do fogo. Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua ser milho de pipoca para sempre"... ( leia o texto na integra)
É preciso passar pelo fogo para viver a transformação. O fogo simboliza as situações de dor que a vida nos oferece ao longo das nossas existências. Provoca-nos a buscar outros modos de 'ser' e viver. É preciso ter coragem para enfrentar o fogo e a mudança. Deixar a rigidez do milho e transformar-se numa flor branca e macia que todos apreciam.
Páscoa é momento de renovação. No hemisfério sul ela coincide com o outono -as folhas que caem para dar lugar ao novo broto. No hemisfério norte, com a primavera -as novas flores renascem.
Ao arrumar a casa para a Páscoa, vamos meditando sobre as coisas das nossas vidas -nossas escolhas, nossas angústias, medos, necessidades, assim como os ganhos e assim, nos preparando para as mudanças 
Vamos lá, Ainda dá tempo para decorar a casa e preparar a comida.
Selecionei algumas dicas de decoração e uma receitinha de peixe. Tudo muito simples e fácil, pois nosso lema é: "fazer o melhor com o que se tem onde estiver".

Pintando os ovos!

Como comentei no post anterior sobre Páscoa, adorava ganhar as cestas que as minhas tias faziam. Dentre as guloseimas estavam os ovos de galinha  pintados e 'recheados' de amendoim doce.
Você vai precisar de:
  • casca de ovos (vazias e limpas),
  • tinta guache , tinta para tecido ou para artesanato (caso não tenha nada disso, canetinhas hidrográficas podem trazer um bom resultado).
  • pincel largo e fino
  • amendoim doce
- passe uma demão para o fundo e depois de seco decore com pequenos pontos formando o desenho que quiser.




Pintar as cascas de ovos pode ser uma boa diversão com a criançada.
Estes são meus sobrinhos Lucas e Gabriel , os gêmeos que me ajudaram nesta tarefa.

Você pode 'encher' os ovos com amendoim doce ou bolinhas de chocolate -feche-os colando um pedaço de papel manteiga ou forminha para brigadeiro. Outra sugestão é, com auxílio de um saco de confeiteiro, preencher as cascas com brigadeiro de colher. Depois é só presentear as visitas, todos adoram!


Os ovos pintados podem resultar numa guirlanda ou marcadores de lugares na mesa durante o almoço de Páscoa, como mostram as fotos abaixo.





               Guardanapos bem arrumados , metade da decoração da mesa.





Receita: Papelote de Saint Peter


Costumo comprar peixe fresco em São Paulo, geralmente no Pão de Açúcar no Parque Real. Ao embalar, o atendente já coloca uma bolsa de gelo a mais para que eu possa chegar em casa com minha compra protegida. Uma bolsa térmica sempre é útil nestas horas.
Filé de Saint Peter é uma boa pedida. Caso prefira, pode substituí-lo por tilápia, pois descobri que são da mesma 'família'.

Ingredientes:

  • Filés de Saint Peter
  • tomates-cereja cortados ao meio ou tomate italiano em cubinhos;
  • fatias finas de cebola
  • alho cortado ao meio
  • um punhado de ervas aromáticas - salsa, manjericão,orégano 
  • sal, pimenta do reino
  • papel alumínio

Preparo:

Abra um pedaço de papel alumínio sobre uma assadeira e arrume os filés de peixe, os tomates, a cebola, o alho e as ervas aromáticas. Tempere tudo com sal e pimenta a gosto. Se preferir acrescente azeitonas pretas picadas ou alcaparras. Dobre o alumínio como se fosse uma trouxinha. Leve a geladeira por pelo menos 40 minutos. Leve o papelote para o forno até que o peixe esteja cozido -basta abrir cuidadosamente o papelote para verificar o ponto do cozimento desejado.

Prefiro fazer papelotes individuais para servi-los com batatas assadas.
Simples, não acham? 

Bom apetite!


Com carinho,
Feliz Páscoa a todos!

Angela Caruso


domingo, 13 de abril de 2014

O Café do Lado

Sabe um desses lugares que você tem vontade de se instalar, pegar um livro, fazer um pedido e ficar? O Café do Lado é bem assim. Um lugar cuja simplicidade tão bem arranjada cativa.
Depois de uma manhã longa de praia e um almoço a base de peixe, bate aquela vontade de um café com bolo ou algo perto disso, não é? Pois bem, foi então que encontramos uma casa colorida, cheia de luz e aconchego. Fomos recebidos pela Joana, que nos apresentou suas deliciosas especialidades na confeitaria: um bolo de maçã com castanhas prá mim, torta de maçã com uma bola de sorvete para meu marido.
Café para acompanhar? Hum, não! Fazia muito calor, e preferimos trocamos por um chá gelado, lindamente servido  num copo grande com rodelas de laranja. Maravilhosamente refrescante!

Mate + cardamomo + suco de laranja + cubos de gelo 

No cardápio, entre sugestões de doces e salgados, Joana -a gaúcha que há oito anos está a frente da cozinha do Café- prepara "delicias do bem" , isto é, pratos que sejam o mais saudável possível.

O Café do Lado está localizado 'ao lado' da loja de decorações Mar Doce Lar, no centro de Porto Belo, uma das maravilhas do litoral catarinense.
Foi lá que experimentei, pela primeira vez, um bolo feito com semente de chia, carinhosamente oferecido pela nova amiga Joana, e encontrei a frase inspiradora para o nome deste blog!




Dicas

Cardamomo

Ouvi falar muitas vezes, mas ainda não havia experimentado. Descobri que é uma semente -cuja planta pertence à família do gengibre- usada na antiguidade pelos egípcios e que hoje é considerada a rainha das especiarias. Os indianos a utilizam tanto em chás como em receitas doces ou salgadas e, ainda, mastigam as sementes após as refeições para perfumar o hálito e branquear os dentes.O óleo essencial de cardamomo é considerado um estimulante digestivo -auxilia ainda no combate à fadiga e depressão.

Chia

Assim como o cardamomo, a chia -sálvia mexicana-  é uma especiaria antiga usada pelos ancestrais mexicanos e colombianos e que na atualidade, após pesquisas, é reconhecida como 'alimento completo' e de inúmeros benefícios à saúde. É fonte de proteínas e fibras dietéticas, além de ácidos graxos como ômega 3 e 6, vitaminas do complexo B  e minerais como: cálcio, fósforo, magnésio, zinco, potássio e cobre. Assim, apresenta ação anti-inflamatória e antioxidante, controle de diabetes e doenças cardiovasculares, entre outras.
A chia é usada em várias receitas de pães, biscoitos, bolos, sucos e outras sobremesas.


Por enquanto, nem a Chia e nem o Cardamomo estão na minha gaveta de especiarias, pois não testei nenhuma receita , ainda. Mas, como a proposta deste blog é de troca , se você conhece alguma receita com estas sementes, aceita dividir conosco? Ficarei esperando, ok?


Guia


Café do Lado - Av.Gov. Celso Ramos, 2300 - Centro - Porto Belo, SC
Joana Joner - Salgados e Doces Artesanais - encomendas: 47- 9129 4005


Está passeando por Santa Catarina? Passe por lá. Procure a Joana ou uma de suas simpáticas ajudantes, todas lindas vestindo avental e bandana colorida na cabeça. Mande um abraço meu!


Com carinho, 

Angela Caruso


quinta-feira, 10 de abril de 2014

Nhoque de abóbora

O salão de beleza não é um dos meus lugares favoritos, confesso. Mas, aprendi a apreciá-los como um momento de relaxamento. Ah! Sim, gosto de encontrar, especialmente duas senhoras de quem sou fã : Dra. Tânia e D. Olga. Adoro quando meu horário coincide com o delas, pois sei que teremos umas horinhas bem aproveitadas: sempre um bom papo!

Geralmente levo algo para ler. Mas ultimamente não tenho deixado de dar uma espiadela na revista semanal que o salão assina -que são ótimas para folhear e ficar feliz ao perceber que as artistas são gente como a gente e não precisar pensar muito. Além das fofocas do mundo das celebridades, a revista traz uma receita de algum chefe de cozinha de um  restaurante renomado. Esta última ida ao salão rendeu-me uma receita de nhoque de abóbora com carne seca que me deixou com água na boca ao ler o título e empolgou-me mais quando percebi o quanto simples era o preparo.

Pronto, estava decidido o menu para o almoço de domingo! Socializo esta sublime experiência com vocês:

Segundo a receita, para 4 porções você vai precisar de:
Para o preparo do nhoque:
  • 1 kg de abóbora limpa (descascada e sem caroços) e picada;
  • 2 ovos inteiros;
  • 2 xícaras de farinha de trigo
  • 4 colheres de sopa de manteiga
Cozinhe a abóbora em vapor até que os pedaços estejam bem macios, amasse-os e acrescente os ovos, a manteiga e a farinha. Misture bem todos os ingredientes, faça os rolinhos e corte os nhoques .



PARE!!! Detalhe: a abóbora solta água e à medida que fui colocando os ingredientes o resultado foi uma massa mole. Logo, não dá para  formar as tiras e cortar os nhoques. E para não ter um nhoque de abóbora com sabor de farinha, resolvi fazer bolinhas com a colher, como se fossem bolinhos de chuva. Virou um nhoque de colher! Pelo menos foi mais rápido, menos sujeira e não alterou a estética do prato.

Coloque um caldeirão ou panela funda com bastante água para ferver. Acrescente o sal. Cozinhe o nhoque aos poucos para não grudar. Estará cozido quando subir até a superfície da água. Retire com uma escumadeira. Repita até que termine toda a massa.

Para o preparo do molho:
  • 1/2 litro de creme de leite fresco
  • 20 g de Catupiry 
  • 100 g de queijo parmesão ralado
Ferva o creme de leite e acrescente o Catupiry  mexendo bem até dissolver. Retire do fogo e coloque o queijo ralado.
Detalhe: como eu não tinha Catupiry, usei o cream cheese que estava na geladeira e ainda acrescentei um pouco de noz moscada ralada, que deu um toque especial.

Para o preparo da carne seca:


  • 1/2 kg de carne seca - dessalgada, cozida e desfiada 
  • sal
  • 1 cebola cortada em fatias
  • salsinha picada
Coloque a carne seca de molho em água por uma noite para tirar o sal e cozinhe -com outra água- em panela de pressão até que esteja bem macia para ser desfiada.

Refogue a carne seca com a cebola em azeite e um pouco de manteiga. Acrescente o sal e pimenta se gostar. Finalize com a salsinha.

Montagem do prato:

Cubra o fundo do prato com o molho, coloque o nhoque a carne seca por cima de tudo.



Dicas: 

  • Prefiro servir massa em prato fundo. Adoro receitas nas quais que temos que montar os pratos, pois permitem arrumar a mesa de um modo mais livre, sem as travessas para servir, além disso o prato fica muito mais bonito.
  • Aprecio rúcula acompanhando pratos com carne seca, assim, por minha conta, piquei umas folhas do vegetal para finalizar o meu prato.
  • Ah! Outra coisa 'bacaninha': na água para o cozimento de massas em geral, uso sal grosso e acrescento umas folhinhas de manjericão ou sálvia à água fervente. Exalam um perfume gostoso na cozinha e deixam a água com um toque das ervas.
  • Se escorrer a água da abóbora, provavelmente a massa chegue ao ponto sugerido pelo chefe de cozinha. Mas vale tomar cuidado para não colocar muita farinha e estragar tudo.
  • Descobri que a quantidade dos ingredientes dá para mais de quatro porções bem servidas. Acabei congelando o nhoque que sobrou para uma próxima vez.

Caso você resolva experimentar, conte como foi o resultado depois, ok?
E se alguém tiver uma receita diferente de nhoque, socialize conosco aqui.

Aproveite!

Com carinho, 

Angela Caruso





segunda-feira, 7 de abril de 2014

Lanchinho sem lactose I

Se o médico lhe dissesse que a partir de hoje você não pode comer alguns alimentos, como você reagiria?

Considero muito tristes as restrições alimentares, sobretudo para quem gosta de cozinhar e se aventurar a novas misturas, novas experiências culinárias. Mas, se a questão é viver com saúde, vamos respeitar a ordem médica, certo?

Há dois anos quase enlouqueci quando os exames indicaram intolerância à lactose e ainda havia uma suspeita, por parte da médica que me atendia, de intolerância a glúten. Dá para imaginar? Voltei para casa, antes mesmo de fazer os novos exames, com uma lista de coisas que não poderia mais comer. Fiquei muito mal por quase duas semanas, e descobri que o que eu tinha era fraqueza, eu estava com fome! E, claro, deprimida. Não tinha vontade de passar pela cozinha, nem queria mais cozinhar. Coitado do marido! Felizmente o glúten ainda faz parte da minha mesa , mas tirar o leite da minha dieta foi uma dádiva.

Por indicação de uma amigo, conheci o site " Sem lactose", assinei a newsletter e passei a conhecer produtos lac free, além de receitas e outras informações importantes sobre alergias alimentares.

Na época, aqui em Poços de Caldas, o máximo que encontrava no supermercado era leite com baixa lactose, que uso no preparo de  bolos, tortas ou outras receitas com leite. Mas, descobri em São Paulo alguns endereços que ofereciam queijos e iogurtes e lá fui eu com minha bolsa térmica fazer umas comprinhas.

Descobri que o leite de ovelha é naturalmente sem lactose e que a Casa da Ovelha (um lugar incrível para se conhecer, que vai valer um post especial em breve), na Serra Gaúcha, faz venda de seus produtos pelo site, mas há vários revendedores espalhados pelo país. 

Felizmente, hoje é possível encontrar  por aqui os queijos tipo Cottage e Minas, iogurtes da marca Lac Free -Verde Campo e ainda o Yogurt Sem Lactose da Danúbio, que apresentam uma cremosidade mais firme e a embalagem é um simpático potinho de vidro.

A mais recente novidade aqui em Poços de Caldas é a loja Mundo Verde, inaugurada há dois meses, e que oferece o queijo tipo Feta e o Pecorino -que também são queijos naturalmente sem lactose, além de outros produtos.

Minha preferência: para o lanche da tarde gosto do iogurte natural da Lac Free que misturo com granola, ou o Danúbio de pêssego ou de morango sem misturas.

A ausência da lactose não muda em nada o sabor dos produtos. Diferente dos produtos à base de soja, que em alguns casos altera um pouco o sabor.



Estou formando uma coleção destes potinhos. Hum... isto vai render umas lembrancinhas logo, logo. Depois eu conto.

Guia:

Produtos sem lactose de várias marcas: 
                      

Com carinho, 

Angela Caruso



quinta-feira, 3 de abril de 2014

Páscoa Chegando!

Nunca acreditei em Papai Noel, mas o coelhinho da Páscoa...
Ah! Esta é uma outra história.
Adorava, quando criança, passar a Páscoa em Santa Catarina, pois minhas tias preparavam as tradicionais cestas de papelão, decoradas com papel crepom colorido e "recheadas" com muito chocolate: ovos, coelhinhos, tabletes e os famosos ovos pintados, recheados com amendoim doce.
A cidade de  Pomerode, a 30 km de Blumenau, já se prepara para a 6a. Osterfest - Festival de Páscoa.
Toda a comunidade se mobiliza na decoração das casas, ruas e praças. As cascas de ovos pintados fazem parte desta tradição germânica, assim como a Osterbaum ou Árvore da Páscoa -galhos secos são colocados na Sexta Feira Santa simbolizando a morte de Jesus Cristo e decorados com as cascas de ovos coloridas, representando a alegria da vida na ressurreição do Pai. 
O festival acontece aos finais de semana -de 22 de março a 13 de abril- com uma programação recheada de atividades. Entre elas, oficinas de pintura em casca de ovos, guirlanda e árvore de Páscoa, cestinhas e cupcakes. Brincadeiras, música e atividades religiosas também estão incluídos.
Vale a pena ir à Pomerode nesta época, tomar um café e comer um pedaço das tortas maravilhosas que são servidas nas confeitarias.
Aproveite para conhecer a artesã Silvana Pujol - "a artista da casca de ovos".


Silvana Pujol - Pomerode, SC
EM CASA
Todos os anos, preparo minha casa para a Páscoa com o mesmo cuidado que tenho no Natal. Acredito que decorar a casa para estas datas trazem para nossos lares muita Luz e boas energias.
Os coelhinhos invadiram a sala!





Páscoa nos remete a renovação, e a chocolate também, não é?
E chocolate lembra Albiná Delicias -uma marca que promete fazer história- que sob o comando da confeiteira Verinha Plata , tem se especializado na Chocolateria de Presentes oferecendo uma variedade de bombons finamente recheados, pão de mel, trufas, bolos e claro, ovos de Páscoa.
Com uma proposta sustentável, os presentes são delicadamente embalados com peças reaproveitáveis -que são outros presentes depois que o chocolate for consumido. 
A cada ano uma cor e um modelo diferente para as embalagens. Este ano, o laranja e marrom lembrando a combinação laranja e chocolate -saquinhos de tecido embalam os ovos de chocolate e pão de mel . As caixas forradas com o mesmo tecido acomodam os bombons.







O que você faz de especial na Páscoa? Decora a casa? Presenteia com chocolate? Faz biscoitos? Reúne a família para comer bacalhau? Comente aqui ou mande-nos uma receita.


Guia

- Encomende seus chocolates  na Albiná Delicias - Fone:(11) 98167 3733


Com carinho,

Angela Caruso