quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Baile de máscaras!






Anderson Jardim é uma dessas pessoas incríveis que a vida nos permite cruzar os caminhos e logo chamar de amigo. Com formação em arquitetura, Anderson canaliza sua criatividade e bom gosto na produção do belo e do bem estar: cenários de sonhos para festas -especialmente de casamento- decoração de ambientes, arranjos florais -de um simples cachepô para a mesinha de centro ao buquê da noiva mais requintada, além da decoração de mesas para qualquer ocasião.

Sua loja é um desses lugares que faz bem aos sentidos e a alma. Um cafezinho, uma água e um bom papo nos leva a troca de boas ideias sempre com o pensamento voltado a criar situações que proporcionem interação das pessoas num ambiente delicadamente decorado, cujos detalhes são notados no perfume de um aromatizador, num mexedor de café, no vaso com flores ou numa almofada, numa foto... Enfim, seu nome tornou-se uma grife e sinônimo de muito bom gosto. O melhor de tudo? O rapaz é bonito, simpático, carismático, e traz a simplicidade e humildade estampadas como cartão de visitas. 

De repente já é carnaval outra vez! Inspirados nos antigos bailes aristocráticos, o Palace Casino de Poços de Caldas abre seus salões para um pré-carnaval com um lindíssimo Baile de Máscaras no próximo sábado.
Para esta data, Anderson Jardim fará não apenas a decoração do salão. Sua criatividade e mãos hábeis foram além. Juntou restos de fitas, brocados, pedrarias, rendas e plumas e resolveu produzir para si (e amigos próximos) sua própria máscara para a festa. Resultado? Ninguém quer ficar para trás, todos desejam uma máscara assinada por ele e mesmo quem não chegará a tempo para o baile quer guardá-la como recordação ou objeto de decoração.







Manhã deliciosa na Anderson Jardim Concept Store, minha sugestão: "Anderson, vamos montar uma mesa para um 'esquenta' antes de ir para a festa com convidados vips?" Claro que ele topou! Aqui está a mesa. Uma ótima sugestão para quem pretende reunir os amigos antes de sair para a farra. Objetos de decoração e utilitários Anderson Jardim. Uísque, espumante, suco? Não importa a bebida, vale oferecer o que os amigos gostam. Um queijinho, uma fruta, um chocolate para acompanhar e dar energia para a noitada que estará só começando. 


O Pierrot e as máscaras indicam o tema da reunião 

Material de armarinho, coadjuvante na decoração da mesa,
promove um brilho à parte

Anderson Jardim assina esta mesa.

Parabéns, amigo! Tudo lindo, maravilhoso!!!
Obrigada por esta manhã!


DICAS:
- Quer customizar sua máscara? Leve para o Anderson que ela faz para você. Ainda dá tempo, mas corra por que o baile é no sábado.
- Quer comprar uma máscara nova? Passa lá na Anderson Jardim
- Ingressos para o baile? Você pode adquirir na loja também.

GUIA:
 
Assis Figueiredo, 1668 - Centro, Poços de Caldas - MG, 37701-038
Telefone:(35) 3712-2434


Baile de Máscaras 
Palace Casino - Poços de Caldas, MG
Dia 30 /01/2016 - 
Informações: comercial@eventosprisma.com.br 
Tel: 35- 3721-3851



E que venha o Carnaval!!!!
Angela Caruso

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Bolo de chocolate é sempre bom!


Bolo de chocolate é sempre bom! Sem glúten e sem lactose, parece melhor ainda!
Para comemorar o aniversário de São Paulo, minha cidade , reuni 'amigas mirins' para customizarmos camisetas e tomarmos um lanche. Para esta celebração testei uma receita de bolo de chocolate sem glúten e sem lactose. Confesso que às vezes fico meio insegura, sobretudo com receitas sem gutem, mas esta me surpreendeu. Muito fácil, a mistura é feita no liquidificador. Em menos de uma hora você tem um bolo delicioso para o café da tarde.

A receita do site Panelinha é assinada por Rita Lobo.

Bolo de chocolate sem glúten e sem lactose


Você vai precisar de:
6 ovos
4 colheres (sopa) de chocolate em pó - observe que nem todas as marcas são sem glúten
1 colher (sopa) de fermento em pó
3/4 de xícara (chá) de açúcar
4 colheres (sopa) de margarina
1 xícara (chá) de coco ralado 
Margarina e açúcar para untar e polvilhar



Modo de Preparo

1. Preaqueça o forno a 200 °C .
2. Unte com margarina uma fôrma redonda com furo e polvilhe como açúcar .
3. No copo do liquidificador junte os ovos , o chocolate em pó, o açúcar, a margarina e o coco ralado. Bata bem para incorporar. 
4. Por fim, adicione o fermento em pó e bata apenas para misturar.
5. Transfira a massa para a fôrma e asse em forno preaquecido por aproximadamente 40 minutos. 
6. Retire do forno e deixe esfriar antes de desenformar. 



A massa lembra chocolate prestígio. Delicia!!
DICAS:

- Uso o chocolate em pó solúvel da Nestlé - o conhecido chocolate do padre, pois não contem glúten.
- Substitui a margarina por manteiga.
- Uma xícara de coco ralado equivale a um pacote de 100 gr.
- Cuidado ao desenformar para não quebrar o bolo, pois ele fica bem fofo.

Receita prá lá de aprovada!
Feliz Aniversário, São Paulo!

Com carinho, 
Angela Caruso

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Homens na cozinha - arroz de carreteiro

João Carlos preparando o arroz de carreteiro

O arroz de carreteiro, na minha opinião, é um prato muito masculino. Explico: sua origem se deu nos pampas gaúchos pelos tropeiros e carreteiros, como eram conhecidos no Rio Grande do Sul. Estes homens que saiam pelas matas, estradas ou picadas levando mercadorias e animais de lá para cá desenvolveram um cardápio nutritivo e possível de ser executados estando onde estivessem. Levavam consigo alimentos não perecíveis com facilidade: um pedaço de charque (carne seca ou carne de sol), arroz, alho e cebola, além da panela de ferro. O arroz de carreteiro era um prato que além de matar a fome do grupo, garantia energia para as longas viagens e hoje faz parte da tradicional gastronomia gaúcha.

Meu pai nasceu em Itajaí, Santa Catarina, e trouxe para São Paulo alguns hábitos do sul do país. Lembro-me de quando era menina, sentar-me no colo do papai para tomar chimarrão com ele. Mas, muito da culinária gaúcha chegou até nós por meu irmão caçula.
João Carlos é um desses homens que desenvolveu, ainda menino, a habilidade para a cozinha -afinal, com a mãe que temos, não poderia ser diferente- e posso garantir que o resultado de suas experiências é de altíssima qualidade. 
Logo após terminar a faculdade de Engenharia em São Paulo, João Carlos foi morar em Caxias do Sul, na Serra Gaúcha. Sua inserção na cultura da região rendeu valorosos aprendizados da gastronomia local. Vale dizer que seu churrasco é o número 1 da família (com todo respeito ao nosso irmão mais velho que também prepara um bom churrasco). E o arroz de carreteiro é um dos prato que ele prepara muito bem aproveitando a carne que sobra do churrasco. Hoje ele vive com a família em Blumenau, e é da sua cozinha, que semanalmente saem as receitas de família ou aquelas aprendidas por onde passa.

Nesta época do ano, quando nos reunimos por  alguns dias, churrasco e carreteiro fazem parte do cardápio da temporada.

Hoje, é ele quem vai para a cozinha!

Arroz de Carreteiro do João

Ingredientes:
carne assada, sobra do churrasco
2 cebolas 
4 dentes de alho grandes
cheiro verde
3 tomates
3 xícaras ( chá) de arroz branco

Preparo:
Pique a cebola, o alho o tomate e a carne em cubinhos


Numa panela grande -se for de ferro, melhor ainda- refogue a cebola, o alho e o tomate em azeite


Acrescente a carne e em seguida o arroz

Tempere a gosto com sal e pimenta
Acrescente a água (sempre o dobro da medida de arroz)
Misture tudo muito bem 
Quando o arroz estiver cozido, acrescente salsinha ou cebolinha por cima







DICAS do João

- substitua a carne do churrasco por carne seca: 
    . deixe a carne de molho para tirar um pouco do sal
    . corte em cubinhos e cozinhe em água até que fique bem macia
    . refogue a carne com os temperos conforme a receita descrita acima
- é possível acrescentar pimentão picado ao refogado, se o paladar aceitar
- um toque a mais no seu carreteiro: quando o arroz estiver seco, quebre alguns ovos sobre o arroz e tampe a panela - ele irá cozinhar com o vapor.


Bom apetite!

Angela Caruso

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Exóticas xícaras para café




Continuando a temática Café, resolvi trazer uma conversinha sobre as xícaras usadas para o consumo da bebida. Há quem prefira, sem qualquer requinte, tomar seu cafezinho no copo de vidro, de preferência o famoso 'copo americano' - para quem desconhece ele era tão comum nas residências, bares, botecos que virou unidade de medida para as receitas registradas em livros ou cadernos mais antigos. Apesar do nome, o copo americano é totalmente brasileiro. Inspirado nas peças comercializadas nos Estados Unidos foi produzido pelas industrias Nadir Figueiredo em 1947 e batizado como 'copo americano'.


No entanto, assim como eu, há quem prefira as xícaras.
As xícaras de porcelana, como conhecemos, foram criadas pelos ingleses que desejavam algum recipiente para degustar as bebidas quentes - chá, café, chocolate- sem que queimassem os dedos. Foi então, que o arquiteto Robert Adam, em 1750, sugeriu ao seu amigo, o ceramista Josiah Wedgwood, a colocação de alças nas tigelas. Daí para designs diversos foi quase um pulo.
Selecionei algumas peças para 'degustação':



Reprodução

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Podem não ser muito confortáveis quando o assunto é apreciar o café, mas cabem muito bem na prateleira de colecionadores.
Para um café especial, basta uma xícara limpa e aquecida.

Desfrutem!

Angela Caruso

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Bolo de abóbora com cocada cremosa


Como hoje é Dia de Reis, fui para a cozinha testar uma nova receita. Saindo das frutas secas e cristalizadas, muito comuns nos bolos, pães e tortas que fazem referência ao dia, escolhi uma no mínimo intrigante: bolo de abóbora com cocada cremosa. 
A receita foi criada pela mãe de Cristina Tauaf Ribeiro, em ocasião do aniversário de 60 anos do marido, pois abóbora com coco é o doce preferido dele. Aprovado pelo aniversariante, há 13 anos a receita esta sempre presente nos cafés da família de Cristina e ganhou o Prêmio Receitas de Família. da Revista Casa e Comida. 
De preparo fácil e poucos ingredientes, este foi meu presente de Dia de Reis para minha família e os amigos que aparecerem para tomar café.

Você vai precisar de:

Para o Bolo:
4 ovos;
270 g de abóbora (peso líquido sem casca, sementes e crua);
2 xícaras de farinha, mais um pouco para polvilhar;
2 xícaras de açúcar;
1 xícara de óleo de milho ou canola;
1 colher (sopa) de fermento;
manteiga para untar.

Para a Calda:
200 ml de água;
3 colheres (sopa) de açúcar;
um punhado de cravos;
2 paus de canela.

Para a Cocada:
1 lata de leite condensado;
1 colher (sopa) de manteiga
200 g de côco ralado, em flocos ou tiras (de preferência, fresco);
1 xícara de leite.

Modo de Fazer:

Bolo
1. Cozinhe a abóbora (descascada, picada e sem sementes) em vapor até que fique ligeiramente macia. Em seguida, b
ata no liquidificador com o óleo e 1 ovo. Reserve.
2. Bata na batedeira as claras em neve dos 3 ovos restantes, em velocidade média, até atingir ponto firme, mas sem deixar ressecar.
3. Adicione as 3 gemas restantes e o açúcar, aos poucos, e continue batendo em velocidade média, para formar uma mistura volumosa e fofa.
4. Junte a mistura do liquidificador e a farinha, em 2 ou 3 etapas, batendo em velocidade baixa, apenas até incorporar.
5. Adicione o fermento, mexendo suavemente com uma colher de pau. Despeje a mistura em uma fôrma de 25 cm de diâmetro, bem untada com manteiga e enfarinhada. Leve ao forno pré-aquecido a 180°C por aproximadamente 45 minutos ou até o palito sair seco.

Calda
1. Dissolva o açúcar na água, acrescente o cravo e a canela e leve ao fogo. Ferva por aproximadamente 2 minutos e deixe esfriar tampado.
Dica: prepare a calda de véspera e retire o cravo e a canela somente no dia seguinte.

Cocada
1. Coloque a manteiga em uma panela média e derreta em fogo brando.
2. Acrescente o leite condensado e o coco, mexendo sempre, até começar a engrossar. Adicione o leite e continue mexendo até evaporar parcialmente e obter ponto cremoso (lembrando que, ao esfriar, irá endurecer um pouco).

Montagem:
1. Desenforme o bolo quando estiver morno, passando uma faca por toda lateral caso esteja grudado.
2. Quando o bolo estiver frio, faça vários furinhos até a metade da profundidade e regue com a calda, a gosto (se quiser um bolo bem úmido, pode usar a calda toda). Por fim, coloque colheradas da cocada cremosa por toda superfície do bolo e espalhe com um garfo para deixar a aparência homogênea.


Esta toalha maravilhosa era do enxoval da minha mãe, presente do meu pai.
 Linda, não? 

 DICAS:
- Na cocada, usei leite condensado e leite integral sem lactose.
- Como o bolo em si não é muito doce,  a calda e a cocada completam o sabor.
- Sirva com café ou suco bem gelado.

Quando fizer esta receita, deixe seu comentário. Quero saber sua opinião sobre o sabor do bolo de abóbora feito com abóbora crua.

E enfim... Que o ano seja assim: simples como doce de abóbora e cocada, colorido e muito doce.

Com carinho, 

Angela Caruso

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Nhoque da fortuna para encerrar o ano




Como sabem, nasci na cidade de São Paulo e meus bisavôs maternos eram imigrantes italianos. Meus avós, apesar de brasileiros, foram educados segundo as tradições e a cultura italiana. E desta forma, educaram seus filhos e consequentemente os netos. Entre os vários ritos desta cultura, o que mais marcou minha infância -e de meus irmãos- foi a preparação do nhoque na casa da vovó Rosa Rigon. Havia uma enorme mesa de madeira com tampo de mármore numa área ao lado da cozinha onde eram servidos os almoços durante a semana e o lugar sagrado para a preparação do nhoque e do molho de tomate.
O nhoque é para mim e meus irmãos uma espécie de conexão com o passado, 'feliz memória afetiva gustativa', tal como a pizza do vovô José que a mamma preparava todos os sábados (veja aqui). Ajudávamos a vovó Rosa, mas quem nos ensinou a fazer nhoque foi a mamma Albina, que prepara uma receita todo dia 29 de cada mês para quem aparecer na casa dela. Uma festa para os sentidos: cor, sabor, cheiro bom... lembranças. Como cada filho mora em uma cidade, só nos restava aprender a escolher as batatas e preparar nosso próprio nhoque.

Por que todo dia 29 de cada mês? 
Tudo começou, segundo diz a lenda, num dia 29 de dezembro num vilarejo na Itália, quando uma família de poucas posses abre as portas de sua casa a um andarilho faminto. Mesmo com pouca comida, e muitos filhos para alimentar, o anfitrião divide em partes iguais o que tem para a refeição, resultando em sete bolinhas de nhoque para cada um. Satisfeito, o andarilho agradece a hospitalidade e se vai. Ao recolherem a mesa, os anfitriões observaram que embaixo de cada prato haviam moedas de ouro. O andarilho era São Pantaleão e,  foi atribuído a ele, pela generosidade da família, o milagre de fazer surgir moedas de ouro sob um prato com sete bolinhas de nhoque. E portanto o nhoque do dia 29 é o nhoque que nos traz fortuna.
Assim,  a tradição espalhada pelo mundo é que devemos comer nhoque todo dia 29 de cada mês e deixar sob o prato uma nota no valor que desejar, que só pode ser usada depois do próximo dia 29. Há quem acrescente que é preciso comer inicialmente as 7 bolinhas em pé meditando sobre o pedido desejado e só então continuar a comer.

A receita é uma massa a base de batata e farinha. Mas, há variações com outros tubérculos como batata doce, batata salsa -mandioquinha- e acrescentado outros legumes que agregam cores e sabores, tais como cenoura, beterraba e espinafre. Assim como usar farinhas sem glúten.  

Ingredientes: (para 4 pessoas)
  • 2 batatas
  • 250 g de farinha de trigo
  • 1 ovo
Modo de preparo:
1. Descasque as batatas e coloque-as para cozinhar em água fervendo. 
2. Cozinhe até que estejam moles, mas que não estejam desmanchando, aproximadamente 15 minutos. 
3. Tire as batatas da água e amasse-as com um garfo ou passe-as no espremedor de batata.
4. Em uma vasilha, junte a batata espremida com a farinha de trigo e o ovo. 
5. Trabalhe a massa até que consiga ter formado uma bola. 
6. Numa superfície polvilhada com farinha, abra a massa em tiras compridas e em seguida, corte as tiras em pequenos pedaços de 1,5 cm cada.
7. Numa panela grande, coloque água para ferver com um pouco de sal. 
8. Quando a água estiver fervendo, jogue os pedaços de nhoque e deixe que cozinhem por 3 a 5 minutos ou até que os nhoques comecem a boiar. 
9. Escorra e sirva com o seu molho preferido.

Para amanhã, Patricya Fernandes da Aroma do Quintal, que se dedica a gastronomia funcional (saiba mais aqui), preparou quilos de nhoque a base de batata doce e acrescentou à massa o Floral de Saint Germain Abundância. Este floral tem a função de fazer a conexão com a energia da abundância e da confiança na Providência Divina, além de neutralizar emoções negativas. Muito adequados para os últimos dias do ano e como preparação  para o  ano novo.




Escolha seu molho preferido, prepare o parto, coloque uma nota embaixo dele, concentre-se no seu pedido e  Mangia che te fa bene. Que São Pantaleão não deixe faltar comida e dinheiro em sua casa.



DICA:
- A melhor batata para fazer nhoque é a batata mais seca. A de casca rosada -asterix- é a mais recomendada. 
- Para que não absorva mais água durante o cozimento, uma estratégia é cozinhá-las com casaca ou a vapor.
- Batata úmida vai exigir muita farinha e se assim for, seu nhoque vai ficar com gosto de farinha e não de batata e macio que desmancha na boca.

GUIA:
-Aroma do Quintal - Patricya Fernandes - Poços de Caldas
Tel:035- 98866-5725


Buona Fortuna
Angela Caruso

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Cantuccini - biscoitos de amêndoas que vai bem o ano todo



Adoro qualquer prato que leve algum tipo de castanha e por isso, são as receitas que mais me atraem para degustação. Há alguns anos, organizando uma festa italiana aqui em casa, encontrei a receita desse 'biscoitinho' que além de elegante, é saborosíssimo e muito fácil de se fazer. Arrisquei experimentar e  o resultado foi tão positivo que virou uma das minhas 'especialidades'. 

Cantucci, Cantuccini ou  Biscotti di Prato, é uma iguaria originaria da cidade de Prato na região da Toscana. A palavra biscotto significa que a massa é assada duas vezes: a primeira para cozer e a segunda para torrar. Os Cantucci são biscoitos de amêndoas que ficam bem sequinhos e duros. Na italia, ele é servido com Vin Santo -vinho branco doce servido como sobremesa. Não é uma simples harmonização de doce e bebida, é um ritual: mergulha-se o biscoito no vinho para que ao umedecê-lo na bebida fique macio para ser degustado (ou devorado).

Percebi em pesquisas posteriores, que a receita varia um pouco de autor para autor, no entanto a base é sempre a mesa: farinha, açúcar, ovos e amêndoas. Acrescenta-se, para perfumar a massa, baunilha, raspas de limão, canela, anis ou até licor de amêndoas.

Aqui a minha receita:

Ingredientes:

2 xícaras (chá) de farinha de trigo
3/4 xícara ( chá) de açúcar
1 1/2 colher de chá de fermento em pó
1/2 colher de chá de canela em pó
1/2 colher de chá de sal
2 xícaras (chá) de amêndoas
3 ovos
2 colheres (chá) de extrato de baunilha
1 gema

Preparo:

1. Aqueça o forno.
2. Quebre 1/3 das amêndoas e reserve.
3. Em uma vasilha, peneire os ingredientes secos: a farinha, o açúcar, o fermento, a canela e o sal e misture tudo muito bem.
4. Junte as amêndoas quebradas e inteiras aos ingredientes secos e misture.


5. Em um bowl, bata os ovos com a baunilha.
6. Incorpore os ovos batidos aos ingredientes secos e misture até formar uma massa homogênea.


7. Enfarinhe as mãos - note que a massa fica meio grudenta mesmo- e modele os cilindros.
8. Arrume-os em uma assadeira forrada com papel manteiga, achate-os um pouco e pincele com a gema.
9. Cuidado para deixar os cilindros distantes uns dos outros , pois eles crescem.

10. Leve ao forno e asse-os por aproximadamente 20 minutos ou até que fiquem sequinhos ao toque do palito.
11. Retire do forno e deixe-os esfriar.

12. Corte os rolos de massa em fatias.
13. Arrume as fatias na assadeira e leve ao forno novamente para dourar.




14. Depois de frios , guarde em pote com tampa.

Sirva com café ou com Vin Santo.

Os bonecos são da Villa Presentes e o prato da Etna


DICAS:

Arrumados em uma caixa, saquinho de celofane ou pote de vidro, transformam-se em um presente delicado, fino e delicioso. Não há quem resista!
Cantucci vai bem o ano todo, mas acho perfeito  no Natal.

Desfrute!
Bom Natal!

Angela Caruso